Domingo

Névoa.


Pela última vez vivo respirava a brisa da calmaria do oceano, a mesma brisa suave que passa entre os planaltos, vales e montanhas.

"E aqui eu estou colocando meu coração; Apenas um fantasma, uma sombra solitária neste mundo..."

E tentava se lembrar de tudo que passou, de tudo que se arrependeu enquanto perdia sua respiração. Assim, que o ar abandonou seus pulmões, flashs vagos, que sempre estiveram lá se tornaram claros como a luz.
Pediu desculpas a todos seus, vivos ou mortos: Tantos corações feridos, tanto peso que ainda havia em seu peito e nunca se dara conta;
Lembrou-se do que valia a pena: da razão de ter vivido, ou da falta de uma, mas sabia que não seria mais possível continuar pois não respirava mais...

"Perdão..."

E, dizia isso, desejando ir com o vento e se tornar névoa. Queria engolir cada polegada da cidade;
Para estar sempre perto de quem ama...

"Até o dia em que morresse, meu coração sempre foi seu, sempre estará com vc...".

 A Morte não era uma derrota.
Rezou por todos que amava e entregou o espírito, mesmo incrédulo, queria acreditar que os deuses aceitariam seu pedido.


2 comentários:

JM disse...

É uma bela postagem, Mr. Ryan.
Somos capazes de fazer coisas que até mesmo nós dúvidamos por aqueles que amamos.
Somos capazes de sacrificar a nós mesmo.
Enfim, é um bela postagem. E enquanto amamos ou somos amados, estaremos vivos.
Abraço.

Chibi Madara disse...

Mandou bem!